Ter um bom brinquedo no catálogo não significa, necessariamente, ter uma agenda cheia. Muitos locadores percebem que determinados equipamentos começam com uma procura interessante e, depois de algum tempo, passam a receber cada vez menos pedidos. Em outros casos, o brinquedo é novo, possui qualidade e potencial, mas simplesmente não consegue chamar a atenção do público como esperado.
Quando isso acontece, a primeira conclusão costuma ser que aquele modelo “não deu certo”. Mas nem sempre o problema está no brinquedo. Antes de reduzir o preço ou considerar a venda do equipamento, vale analisar como ele está sendo apresentado, para quem está sendo oferecido e qual espaço ocupa dentro da estratégia comercial da empresa.
No mercado de locação, um brinquedo parado representa capital parado. Por isso, fazer o catálogo trabalhar de maneira mais eficiente pode ser tão importante quanto investir em novos equipamentos.
Antes de vender o brinquedo, venda a experiência
Uma das principais dificuldades na divulgação de brinquedos infláveis é apresentar apenas o equipamento, sem mostrar ao cliente o que ele pode proporcionar dentro de um evento. Uma fotografia isolada do brinquedo desmontado, em um galpão ou até mesmo em um ambiente pouco atrativo dificilmente terá o mesmo impacto de uma imagem mostrando aquele inflável bem instalado em uma festa.
O cliente final não conhece o equipamento como o locador conhece. Muitas vezes, ele não consegue imaginar suas dimensões, o impacto visual que terá no espaço ou o quanto as crianças poderão aproveitá-lo. Boas fotografias, vídeos curtos durante os eventos e registros que mostrem o brinquedo em funcionamento ajudam a transformar algo técnico em uma experiência desejável.
Isso também vale para as redes sociais. Publicar repetidamente uma foto acompanhada apenas do nome e do preço do brinquedo tende a limitar a comunicação. É possível apresentar o mesmo equipamento de diferentes maneiras: mostrar detalhes, explicar para quais idades ele é indicado, publicar suas dimensões, apresentar montagens em espaços diferentes ou mostrar combinações com outros itens do catálogo.
Quanto mais fácil for para o cliente imaginar aquele brinquedo na própria festa, maior será a possibilidade de ele entrar na lista de opções.
Nem todo brinquedo precisa ser vendido sozinho
Outro caminho interessante para movimentar equipamentos com menor procura é observar como eles podem complementar outros produtos.
Um brinquedo que sozinho recebe poucos pedidos pode se tornar muito mais atrativo dentro de um pacote. Um pula-pula pode acompanhar um escorregador, uma piscina de bolinhas pode complementar uma área destinada às crianças menores e diferentes infláveis podem formar uma estrutura maior para eventos com muitos convidados.
Os combos também permitem trabalhar o ticket médio sem depender exclusivamente do desconto. Em vez de simplesmente diminuir a diária de um equipamento parado, o locador pode criar uma composição em que o cliente perceba uma vantagem ao contratar mais de um item.
Esse tipo de estratégia também facilita a venda. Quando o cliente pede orçamento de um determinado brinquedo, a empresa pode apresentar uma segunda opção com uma combinação já pensada para aquele tipo de evento. Assim, o atendimento deixa de funcionar apenas como uma resposta de preço e passa a oferecer uma solução.
Observe a sazonalidade do seu catálogo
Nem todos os brinquedos terão o mesmo desempenho durante o ano inteiro. Infláveis com água, por exemplo, tendem a ganhar força em períodos mais quentes, enquanto outros modelos podem ter maior facilidade de locação em salões, escolas, condomínios e eventos corporativos.
Datas específicas também podem mudar completamente a procura. Férias escolares, Dia das Crianças, festas de escolas, confraternizações e períodos de maior concentração de aniversários podem representar oportunidades importantes para colocar determinados equipamentos em evidência.
O planejamento antecipado faz diferença nesse cenário. Esperar a semana do Dia das Crianças para começar a divulgar o catálogo significa disputar clientes quando muitas agendas já estão fechadas. Empresas que conhecem seus períodos de maior demanda conseguem iniciar campanhas antes, organizar disponibilidade e aproveitar melhor os equipamentos que possuem.
Amplie os caminhos pelos quais os clientes chegam até você
As redes sociais são uma ferramenta importante para empresas de locação, mas não deveriam ser a única.
Parcerias com buffets, decoradores, espaços para festas, recreadores, escolas, condomínios e outros profissionais do setor podem gerar novas oportunidades de locação. Um parceiro que já atende o mesmo público pode indicar seus brinquedos sempre que surgir uma demanda compatível.
Também vale cuidar da presença digital da empresa além das publicações diárias. Informações claras sobre os brinquedos, região atendida, formas de contato e registros reais dos eventos ajudam o cliente que está pesquisando e comparando fornecedores.
Nesse mercado, confiança pesa bastante na decisão. O cliente está contratando um equipamento que será utilizado por crianças e que precisa chegar, ser montado e estar funcionando corretamente em uma data específica. Uma empresa que demonstra organização, conservação dos brinquedos e experiência tende a transmitir mais segurança durante essa escolha.
Cuidado com o desconto como primeira solução
Quando um brinquedo permanece parado, baixar o preço pode parecer a maneira mais rápida de gerar procura. Em algumas situações, ações promocionais fazem sentido, principalmente quando fazem parte de uma estratégia para períodos específicos. O problema surge quando o desconto se torna a única ferramenta de venda.
Reduzir constantemente o valor da locação pode comprometer a margem e ainda acostumar o público a esperar por preços menores. Antes disso, vale testar outras possibilidades: melhorar a divulgação, criar novos materiais, reposicionar o brinquedo, incluí-lo em pacotes ou apresentá-lo para públicos diferentes.
O objetivo não deveria ser apenas fazer o equipamento sair do estoque naquele final de semana, mas encontrar uma maneira sustentável de aumentar sua frequência de locação.
Talvez o catálogo também precise evoluir
Existe, porém, um momento em que é necessário olhar para o próprio mix de equipamentos. O mercado de eventos muda, as preferências dos clientes evoluem e modelos que tiveram muita procura durante determinado período podem dividir espaço com novas tendências.
Isso não significa substituir constantemente os brinquedos que a empresa já possui. Um catálogo saudável pode combinar equipamentos tradicionais, que possuem demanda recorrente, com modelos diferenciados capazes de chamar atenção e despertar curiosidade.
Inclusive, a escolha de uma novidade pode ser estratégica quando ela complementa o que a empresa já oferece. Antes de comprar, vale observar quais pedidos estão sendo recusados, quais tipos de brinquedos os clientes perguntam com frequência, o que ainda possui pouca oferta na região e como aquele investimento poderá ser combinado com os equipamentos existentes.
É justamente nesse ponto que renovar o catálogo deixa de significar simplesmente “comprar mais brinquedos” e passa a fazer parte do planejamento da empresa.
Na InflaSpace, desenvolvemos brinquedos infláveis pensando também na realidade de quem trabalha com locação. Um equipamento precisa ser atrativo para o cliente final, mas também precisa fazer sentido dentro da operação do locador, oferecendo possibilidades para ampliar e diversificar o catálogo.
No fim, aumentar a quantidade de locações não depende de uma única ação. É resultado da combinação entre bons equipamentos, apresentação profissional, estratégia comercial e conhecimento do próprio público. Antes de concluir que um brinquedo não funciona mais, vale olhar para a forma como ele está sendo vendido. Às vezes, o próximo equipamento a ocupar uma data na agenda já está dentro do seu próprio catálogo.
